Guia digital para hóspedes: o livro de informações no telemóvel
Guia digital para hóspedes do Alojamento Local: papel, PDF, ferramentas da Airbnb e apps comparados, como criar um grátis e as quatro línguas obrigatórias.
Um guia digital para hóspedes é a versão online do seu livro de boas-vindas: o hóspede abre-o no telemóvel, lendo um código QR ou tocando num link, sem instalar nada. Substitui a pasta em cima da mesa, ou junta-se a ela.
No Alojamento Local há uma razão a mais para pensar nisto: o livro de informações é obrigatório e em quatro línguas. Veja o que vale cada forma de o fazer, como criar um guia digital grátis e o que o Turismo de Portugal diz – e não diz.
O que é um guia digital para hóspedes?
O conteúdo é o mesmo: Wi-Fi, chegada, regras da casa, lixo, saída, emergências, sugestões. As dez secções e textos de exemplo estão no nosso modelo de livro de informações grátis.
Muda onde se lê e como se corrige:
- Antes da chegada. Envie o link com a confirmação: o hóspede sabe onde estacionar antes de procurar a rua.
- Sem reimprimir. Nova palavra-passe do Wi-Fi, a pastelaria fechou: um minuto online em vez de uma pasta nova – em quatro línguas.
- Basta um cartaz. Um código QR na parede, e cada hóspede tem o guia no bolso.
Papel, PDF, Airbnb ou guia online: comparação
| Livro em papel | PDF + código QR | Ferramentas da Airbnb | Guia online | |
|---|---|---|---|---|
| Custo | A impressão | Grátis | Grátis | Grátis ou assinatura |
| Lê-se antes da chegada | Não | Se enviar o link | Sim, na app da Airbnb | Sim |
| Hóspedes da Booking ou diretos | Sim | Sim | O guia, por link | Sim |
| Correções | Reimprimir tudo | Substituir o ficheiro | Online | Online, o mesmo QR |
| Sem bateria nem rede | Sim | Não | Não | Não |
E as quatro línguas obrigatórias? Em papel são quatro pastas, em PDF quatro ficheiros; numa app, veja quantas línguas tem e quem traduz.
As ferramentas da Airbnb são grátis, mas ficam na Airbnb. No guia junta lugares, bairros e conselhos sobre a cidade: é público e está associado à sua conta de anfitrião, não a um anúncio (Airbnb). Pode partilhá-lo por link fora da Airbnb ou imprimi-lo. O manual da casa explica o alojamento e só está disponível para hóspedes com reserva confirmada (Airbnb). As instruções de chegada aparecem 48 horas antes (Airbnb).
As apps de guia para hóspedes fazem um guia online para todas as reservas. Antes de escolher, veja três coisas: o hóspede tem de instalar alguma coisa? Quantas línguas há? O que acontece ao guia se deixar de pagar?
É o que faz a GuestQR: cole o link do seu anúncio Airbnb ou Booking (título, fotos e morada chegam sozinhos), junte o Wi-Fi, as regras e as suas sugestões e imprima o cartaz QR. O hóspede lê o guia na sua língua – uma de oito, traduzida por IA, e pode corrigir cada tradução. A palavra-passe do Wi-Fi não está escrita na página: aparece quando o hóspede lhe toca. Corrija quando quiser, o código QR continua o mesmo. 7 dias grátis, depois a partir de 9 € por mês.

Como criar um guia digital grátis
Sem orçamento, um PDF partilhado resolve. Conte com uma hora – mais a tradução.
- Preencha o livro. Comece pelo nosso modelo Word grátis: dez secções, substitui os parênteses retos.
- Guarde-o em PDF. Uma página por secção, letra grande: vai ser lido num ecrã de 6 polegadas. Um ficheiro por língua.
- Ponha-o online. No Google Drive ou noutro armazenamento, partilhado só para leitura com quem tiver o link.
- Crie o código QR do link com um gerador grátis, imprima-o e afixe-o junto à entrada.
- Corrija sempre o mesmo ficheiro. No Google Drive, carregue uma nova versão do ficheiro em vez de um ficheiro novo (Google). Um ficheiro novo teria um link novo, e o QR impresso levaria ao antigo.
Os limites: quatro línguas são quatro ficheiros e quatro códigos, uma página A4 para ampliar com os dedos, e quem tiver o link lê tudo. Para o Wi-Fi há um código QR à parte que liga o telemóvel sem escrever a palavra-passe: crie-o grátis aqui.
O que um bom guia digital deve fazer
Seja qual for a ferramenta, guarde estes seis pontos.
- Abrir sem app. O hóspede aponta a câmara e a página abre. Sem conta, sem descarregar nada.
- Ler-se bem no telemóvel. O texto ajusta-se ao ecrã; o Wi-Fi está no topo, não na página sete.
- Manter o mesmo código QR. Corrige o guia e o cartaz impresso continua válido.
- Falar a língua do hóspede. Português, inglês e mais duas – é a lei, e um francês ou um alemão lê mais depressa na sua.
- Não publicar nada que abra a porta. Um link reencaminha-se. O código do cofre das chaves vai por mensagem no dia da chegada, como explicamos em self check-in no alojamento local.
- Deixar o essencial em papel. O 112, o SNS 24 (808 24 24 24), a morada exata e o Wi-Fi numa folha junto à porta: um telemóvel sem bateria não lê nada.

O livro de informações pode ser digital?
O guia do Turismo de Portugal diz o que o livro tem de ter e em que línguas:
- línguas: português, inglês e pelo menos mais duas línguas estrangeiras;
- conteúdo: recolha e separação do lixo, funcionamento dos eletrodomésticos, ruído e cuidados com os vizinhos, contacto telefónico do responsável;
- num prédio: as regras do condomínio relevantes para os hóspedes e as partes comuns.
Sobre o suporte – papel ou digital – o guia não diz nada. Um guia digital resolve a parte mais pesada, as quatro línguas, mas não pode ter menos do que a lista acima. Na dúvida, pergunte à câmara municipal do alojamento e deixe também uma cópia impressa em casa: custa uma folha e não deixa margem para discussão.


